Neon Bull

Iremar is part of a rodeo troupe that tours the Brazilian northeast. His task is to send bulls into the arena. Intensely exciting physical scenes alternate with contemplative episodes that sketch a painterly portrait of the members of the troupe. Sublime images, which alternate with a less idyllic reality: the hard work amidst the cows. Jointly they form a fabulous choreography, against the background of a rapidly changing society.

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Reviews

  • ★★★★ review by SilentDawn on Letterboxd

    79/100

    Gabriel Mascaro's Neon Bull surrounds itself with the Earth; dusty, sensual movements within the space of an equally seductive and elemental environment. An experience of process, entanglement, and hardship, its conclusion rises to climax in a literal sequence of sexual release; a love scene for the ages in that it's not segregated by the main narrative, instead becoming a singular piece of a tender whole.

    It also sports the best semen gag since There's Something About Mary, so if you needed another reason to seek out this cascading, luscious vision, there ya go.

  • ★★★★ review by Renato Silveira on Letterboxd

    A cena em que o Juliano Cazarré caminha sobre o lamaçal para pegar partes de manequins é bastante simbólica a respeito dos sentimentos e sonhos do personagem do ator. Mas é a cena em que ele visita a fábrica à noite que melhor traduz esse sujeito, na verdade, as pessoas do filme. E como filma bem o Mascaro. Há uma cena de sexo tão bonita que deveria ser ovacionada pela plateia a cada exibição.

  • ★★★★ review by Nonomoi on Letterboxd

    The deconstruction of the macho labels imposed by society.

    Film sounding like a documentary of that character's lives with an amazing acting.

    Juliano Cazarré is reason enough to these 4 stars!

  • ★★★★½ review by Bernardo Oliveira on Letterboxd

    O círculo da fertilidade confiscada no país da vertigem. Romance de formação "vai-como-pode". Entrecortes da alma, da mente, do tempo-espaço agropecuário. A boiada de Guimarães Rosa, caminha, avança. As máquinas de trabalhar/reproduzir sonham de olhos abertos, operando precariamente os fios desencampados de uma realidade concreta e frustrante. A mão pesada do dinheiro texturizando o aqui-e-agora com as tonalidades da trabalho escravo (do trabalhador, da mulher, do animal, da criança) e a medíocre, porém retumbante, modernização dos vícios nacionais: propriedade, escravidão.

    Não se trata apenas de uma representação crítica da técnica, do agronegócio ou da vaquejada como ecossistemas morais e materiais a serem reprovados por uma consciência razoável. Mas o recorte pungente de uma sequência na vida desses personagens, movimentos convulsivos no interior do próprio ecossistema.

    Cada movimento indica uma potência, uma "vontade de poder" decisiva e que se debate, que avança trôpega, a cotoveladas: o boiadeiro que sonha em ser estilista; a segurança e vendedora de perfumes grávida; o existencialismo precoce e incompleto de uma criança; o boi neon, pintado para luzir no escuro e comprazer uma platéia que nunca aparece.

    Algumas cenas fundamentais: a fila de bois logo no início, indicando a naturalização onipotente de uma opressão; a trepada final, uma das cenas de sexo mais fortes da história do cinema brasileiro; toda a sequência do leilão; o boiadeiro à cata de materiais e referências para seu trabalho alternativo (na sequência da fábrica, o erotismo vai além da trepada, pois ele se maravilha com as máquinas, diferentes das máquinas animais com as quais está habituado a operar); o marketing surfwear na pedra demarcando aspectos estranhos de uma realidade que se move quase como um motor autômato ("de quem é essa logomarca?"); o final, quando o boiadeiro emite sons bovinos para se comunicar com os animais, como se estivesse, naquele momento, se confundindo com eles ou reiterando/testando seu "pequeno poder".

    Em alguns momentos, me veio à memória os filmes de Jia Zhangke, o modo igualmente ambíguo com que ele desenha a China contemporânea, as relações entre biopolítica, trabalho e território. As paisagens degradadas simultaneamente pela ação centrífuga da cultura e a ação centripeta do capital. (Um território de convergência: "China Tropical", Gilberto Freyre).

    “Aqui tudo parece que é ainda construção e já é ruína”.

    Há uma linha intuitiva fundamental que atravessa o filme e se relaciona com o círculo da fecundidade/fertilidade sequestrada pelo trabalho e confiscada pelo capital e pela violência. No leilão, oferece-se o útero de uma égua puro sangue, enquanto os vaqueiros tentam roubar o esperma de uns desses cavalos. Na sequência da fábrica, a vigia está grávida, mas na economia total daquele acontecimento, ela serve a uma empresa. Há toda uma experimentação com esse tema, que expõe a expressão ambígua da potência represada por forças fantasmagóricas.

    Ao lado de "O Som ao Redor" e "Trabalhar Cansa", "Boi Neon" forma uma tríade urgente, minuciosa e experimental sobre a escravidão molecular no Brasil do XXI.



    Outros textos sobre o filme:

    www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/05/1773124-o-poema-dos-generos-e-a-verdade-estetica-de-boi-neon.shtml

    inacioaraujo.blogfolha.uol.com.br/2016/01/19/boi-neon/

    revistacinetica.com.br/home/boi-neon-de-gabriel-mascaro-brasiluruguaiholandaespanha-2015/

  • ★★★★ review by Graham Williamson on Letterboxd

    Reviewed on Cinema Eclectica.

    Gabriel Mascaro spoke of this film as a film where categories are always shifting, but to me it felt more like a film of opposites, where each discrete element casts some new light on its reverse. We understand the humans in light of the animals, we understand the men in light of the women, we understand the adults in light of the children. It develops its themes and ideas in a gradual, lucid and satisfying fashion, and also features a slapstick aside where the hero and his friend have to steal some horse semen. That's what you call playing both sides of the audience, there.

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