Don't Call Me Son

Pierre is seventeen and in the middle of puberty. He plays in a band, has sex at parties and secretly tries on women’s clothing and lipstick in front of a mirror. Ever since his father’s death, his mother Aracy has looked after him and his younger sister Jacqueline, spoiling them both. But when he discovers that she stole him from a hospital when he was a new born baby, Pierre’s life changes dramatically. In her new film, director Anna Muylaert explores the mother-child relationship through the eyes of a rebellious son whose whole world unravels overnight.

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Reviews

  • ★★★★ review by Chico Fireman on Letterboxd

    Fiquei profundamente tocado com "Mãe Há Só Uma", da Anna Muylaert, um dos filmes mais sensíveis e generosos com seus personagens que eu vi este ano. Anna procura defender cada um dos envolvidos na história, democratizando o direito à dor. Constrói, nos detalhes, laços fortes, com uma profundidade invulgar. Embora algumas cenas tenham um quê excessivamente didático, a força do conjunto é assombrosa. A ideia de dar dois personagens para Daniela Nefussi funciona em muitos planos.

  • ★★★½ review by Raul Marques on Letterboxd

    Despite having way more exterior shots than Muylaert's acclaimed predecessor, it feels far smaller, more intimate and, consequently, less universally gripping than "Second Mother". This is not much of a jab at this film and more a compliment regarding the director tastefully taking time on screen to beliavably flesh out, or not, its protagonist. A certain supporting character pivotal to the picture's slightly rushed final doesn't get developed enough, so the ending leaves a sower note, but overall, a superbly acted, proficiently shot, affectionate reflection on identity, particularly regarding sexuality, nonetheless.

  • ★★★½ review by Pedro Lovallo on Letterboxd

    Mãe Só Há Uma parte de uma premissa simples para atingir um objetivo complexo – por vezes até ambicioso demais. A trama de um menino roubado de seus pais ainda bebê é um mero pretexto para que Anna Muylaert, após o estrondoso sucesso de Que Horas Ela Volta?, realize um comovente coming of age em que o empurrão narrativo – a troca de famílias –, por mais relevante que seja, funciona mais como um ponto natural da trajetória de um jovem em busca da própria identidade do que o foco do filme em si.

    É uma obra de sentimentos internalizados, de uma dor, um incômodo, que se abriga no fundo da alma de seus personagens e se manifesta não em forma de gritos ou gestos brutos, mas sim como um objeto sutil encaixado na mise-en-scène – no caso, presente nas mínimas nuances de cada personagem. É um filme sobre a dificuldade de externalizar sentimentos, a incomunicabilidade; mas sobretudo um coming of age, uma obra que busca retratar o crescimento de um jovem. Justamente por isso a forma como Mãe Só Há Uma aborda a sexualidade de seu protagonista é tão precisa, pois foge de estereótipos reducionistas e preconceituosos para tratá-la não como consequência de uma inquietude juvenil, mas como ponto fundamental em uma jornada de autodescoberta – seja de gênero, de preferências ou sentimentos. Uma jornada que, por acaso, se torna também de redescoberta por conta da revelação que empurra o filme. A busca pela própria identidade se torna mais do que um ponto visto no simbolismo da sexualidade, das roupas ou mesmo das pequenas interações com outros jovens, mas também algo literal quando Pierre descobre ser não apenas Pierre, mas também Felipe. Os sentimentos que atingem os personagens se manifestam das formas mais desajeitadas possíveis. Se Pierre não sabe lidar com a situação, seus “novos antigos” pais também não – portanto, é curioso reparar em como seu irmão mais novo se comporta em sua presença e como a diretora faz questão de explorar sua figura. Se a incomunicabilidade é a base da abordagem de Muylaert, a juventude é a chave para que se compreenda o que o filme representa. Não é necessário o drama exagerado – reparem que mal se vê a mãe de criação do protagonista -, pois o que afeta Pierre não é apenas o choque pela mudança brusca nos rumos de sua vida, mas especialmente o fato de ela sequer ter um rumo bem definido, seja antes ou depois da dolorosa descoberta.

    Personagens vem e vão, surgem, são explorados ou não pelo roteiro, mas tudo se justifica. A obra tange diversos pequenos assuntos que surgem como em um fluxo, mas não há necessidade de se aprofundar em cada pequeno detalhe. Mãe Só Há Uma é ambicioso por se apresentar, de forma estranhamente sutil, como um painel da existência de todas aquelas figuras, como um tratado acerca da necessidade de se enquadrar em algum papel no mundo. A câmera por vezes intrusiva traz o espectador para o filme, o coloca naquele ambiente. Mas as situações desconfortáveis vistas em cena são constrangedoras a ponto de fazer com que, paradoxalmente, o público, mesmo que de certa forma presente, se sinta deslocado. Assim como Pierre, que em qualquer lugar do mundo parece nunca estar em seu lugar.

    migre.me/upywG

  • ★★★½ review by Mike D'Angelo on Letterboxd

    61/100

    Takes two melodramatic premises that have become kinda creaky at this point and refreshes both by jamming them together. Seems like it shouldn't work, but Muylaert depicts Pierre/Felipe's cross-dressing so matter-of-factly that he never seems to be experiencing the dual identity crisis that a lesser film would have milked for all it's worth. (Nero's performance initially struck me as overly impassive, but he grew on me as the movie took shape.) Not sold, though, on the stunt of having the same woman play both of his moms—it doesn't become a distraction, exactly, as she manages to make them totally distinct, but there's no good thematic reason for it that I can discern.

  • ★★★½ review by Paula Castro on Letterboxd

    the middle of the movie seems to start in the last twenty minutes, it felt weird, could've been so much better if only longer and more focused

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